Envia-me os teus sonhos. Envia-me os teus sonhos a cores. Envia-me, se puderes, os teus sonhos a preto e branco. Que sejam só sombras ou só paredes carregadas de sombras. Envia-me, por favor, os teus sonhos. Que sejam metade luz metade negro. Que sejam feitos de diagonais ou de paralelas. Nem que sejam feitos de céu cinza ou de edifícios sem janelas. Ou que sejam sonhos interrompidos: o respirar de alguém a dormir, o bater da porta no apartamento ao lado, os passos no corredor dentro de casa.
Envia-me, mal possas, os teus sonhos, as tuas histórias inconscientes e livres. Depressa.

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